Mostrar mensagens com a etiqueta portugal. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta portugal. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

O Inimigo Público e os imigrantes + O Inimigo Público e as bandoletes do Nuno Gomes


Crise: 300 mil emigrantes que chegam a Portugal para as férias de Agosto estão felizes, pois 20 anos depois são outra vez olhados com inveja e admiração

Por António Marques


Agosto é o mês dos emigrantes.
Durante décadas, a chegada dos emigrantes, nos seus Renault, Peugeot, BMW e Mercedes (a maior parte em 14ª mão, é certo), motivava admiração e inveja nos portugueses, que olhavam para um Mercedes (até para o forro de pele de leopardo falsa dos assentos) como uma nave extraterrestre. Os emigrantes espantavam o povo nos tascos, contando que subiram à Torre Eiffel, na altura algo como chegar a Marte. Mas nos anos 90, a riqueza chegou a Portugal e os emigrantes tornaram-se motivo de chacota, não sendo já recebidos pela banda de música da terra, como nos anos 80, mas com escarros na face. Ser emigrante era ser parolo e labrego. As casas dos emigrantes, que antes pareciam palácios, passaram a barracas foleiras. Agora, com a crise em Portugal, vingam-se. E voltam a brilhar nos tascos das terreolas, contando que viram no Olympia um concerto do Tony Carreira. AM


Nuno Gomes atinge hoje as 78 bandoletes na selecção

Por Mário Botequilha


É uma marca invejável: Nuno Gomes, se jogar no Portugal x Luxemburgo desta noite, vai atingir as 78 internacionalizações AA, ou seja, 78 bandoletes ao serviço da equipa principal de todos nós e de Gilberto Madaíl.
Para assinalar a data, o avançando do Sporting de Braga será alvo de uma pequena homenagem, antes do início da partida, com a entrega de uma bandolete de ouro formada por 78 minúsculas embalagens 2 em 1, de champô e amaciador. Durante o jogo, há um aliciante extra: cada elemento do público presente no Estádio Algarve pode ir ao balneário luxemburguês para roubar o que lhe apetecer. MB

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Flood Maps

Não sei porquê nem como mas encontrei um site há uns tempos que me deu imensa piada (durante uns 10 minutos). Agora que penso bem, acho que foi depois de ver um documentário sobre o aquecimento global onde muito se debatia sobre a subida das águas e do quanto afectaria determinados países, às vezes implicando consequências devastadoras. O site tem o nome de Flood Maps e basicamente é um Google Earth ou Google Maps mas com a opção de "ver este local caso a água do mar suba 1 metro, ou 5 metros, ou 20 metros e com um máximo de 60 metros de subida".

Vendo de forma muito rápida uma subida de 7 metros posso-vos dizer que quem visitar o Kremlin ou a Kapital fica com os pés molhados (menos mal), de resto as zonas ribeirinhas ficam obviamente submersas MAS não há grandes males.
Passando a analisar uma subida de 60 metros (o caso mais extremo)... parece que existe praia à beira do Jardim Botânico, Campo de Ourique e Campolide são agora zonas ribeirinhas, os hospitais do Desterro e de São José são agora piscinas municipais e que a margem sul do Tejo quase que deixa de existir. Num panorama mais global é fácil de notar que a Dinamarca e a Holanda já não existem, o território terrestre da Indonésia fica reduzido a metade e o estado Americano da Florida também deixa de existir. Claro que Veneza deixa de existir muito antes disto portanto se têm intenções de visitar essa cidade aconselho que o façam durante a próxima década.

E pronto... deixo aqui o link para vocês se divertirem um pouco. Até já!

quinta-feira, 14 de julho de 2011

A pré-época do Benfica - Inimigo Público


As equipas da Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional estão em Portugal, a partir de hoje e até dia 27, com a desculpa de que vêm ensinar o ministro Gaspar a maximizar e minimizar janelas do Excel.

Na verdade, sabem o INIMIGO e a Dica do Lidl, a Troika vai ao Estádio da Luz para discutir medidas de apoio à pré-época do Benfica, que entrou em default e corre o risco de ser considerada “lixo” pela agência de notação benfiquista “A Bola”. O empate com o Servette e a derrota com o Dijon fizeram soar o alarme na cabeça de Luís Filipe Vieira e pode estar em causa um pacote de auxílio imediato de muitos milhões de euros, que cubra a aquisição de mais 14 argentinos e um tipo que Jorge Jesus viu a jogar na rua, quando passou férias na Bulgária, e a quem chama o novo César Peixoto. MB


quinta-feira, 7 de julho de 2011

Mistérios de Lisboa - "uma obra prima"

Bem... eu não sou muito dado a filmes Portugueses porque, em grande parte, lhes falta qualidade a todos os níveis excepto em fotografia (cinematografia). Embora já tenha passado na televisão, onde eu não tive oportunidade de ver, hoje vi o trailer internacional do 'Mistérios de Lisboa' e fiquei com interesse em ver. Mais ainda depois de ler várias criticas internacionais onde tantos se ajoelham perante tanta qualidade e talento neste filme Português realizado por um chileno. Claro que a fotografia é excelente, os actores parecem ter sido escolhidos a dedo e dizem que, embora se prolongue um bocado na sua duração, todos os minutos das quase 5 horas do filme são necessárias para por em filme a obra de Camilo Castelo Branco. Deixo aqui o trailer para vossa apreciação e talvez seja desta vez que eu gaste € num filme Português. 



No IMDb este filme tem a 'modesta' pontuação de 8.2 em 10... http://www.imdb.com/title/tt1236371/

terça-feira, 5 de julho de 2011

Qualquer dia uma pessoa tem de fumar às escondidas do mundo

Tabaco? Só com receita médica


Os islandeses estão a ponderar acabar com a comercialização de tabaco e tornar a venda de cigarros dependente de prescrição médica.

A proposta vai ser levada ao parlamento para debate e caso seja aceite levará à retirada de tabaco das lojas, ficando apenas as farmácias autorizadas à sua comercialização.

A iniciativa, que faz parte de um projecto existente há 10 anos para proibir que se fume em todos os locais públicos (parques e ruas incluídos), prevê ainda que as farmácias dispensem cigarros apenas a pessoas com idades a partir dos 20 anos, numa fase inicial. A ideia é depois restringir a venda àqueles que apresentem receita médica.


O meu comentário
O que esta gente não entende, além das liberdade individuais das pessoas, é que o processo de 'ilegalização' de tabaco só vai impulsionar o processo de tráfico de tabaco e consequentemente o crime a essas redes associado. Deixei o tabaco e preocupem-se com coisas que realmente prejudicam largos números de pessoas.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Ainda se lembram disto?! (video)

Enviaram-me este video hoje e... foi bom recordar... e triste também. Enjoy!


Onde fazer... 'o amor' ?!

Já alguma vez vos apeteceu mesmo muito fazer 'o amor' e não tinham a mínima ideia de onde fazer?!

Pois... a mim também nunca aconteceu mas este site dá umas ideias de locais onde fazer 'o amor' portanto, nem que seja por pura curiosidade, dêem um saltinho e talvez encontrem mais um local para 'transpirar sentimento'. 



Porque na semana passada morreu alguém realmente importante (e não foi o Angélico)

Claro que ninguém merece morrer aos 28 anos e a morte do Angélico é triste por esse simples facto, por ser antes do tempo, mas o Angélico como artista e como pessoa não me diz nada e o seu legado é mínimo, mas muito se tem falado sobre o assunto fora as incontáveis horas de televisão a ele dedicadas. No entanto, na semana passada morreu alguém importante, alguém com um grande legado, alguém que empregou milhares de pessoas, que criou riqueza para o país, que foi uma verdadeira história de sucesso, alguém que começou do nada e morreu com tudo. Estou a falar de Salvador Caetano. Deixo em seguida a notícia do jornal Expresso que aborda um pouco da vida e subida na vida do senhor Toyota. Que descanse em paz.



Duro, mas justo. Era assim o homem que trouxe a Toyota e fazia parte de uma geração para quem o despedimento de um único funcionário não era uma medida de gestão mas uma mancha na pele.
O mundo aberto e multifacetado de Salvador Fernandes Caetano - nascido em 2 de Abril de 1926 em Vilar de Andorinho, Gaia - começou a fechar-se sobre si como se tivesse acabado de ficar vazio em 30 de Março deste ano, quando o amigo de sempre, parceiro de negócios e companheiro de trapaças bem dispostas, Laurindo Costa, desapareceu para sempre. A biografia definitiva do homem que em 1968 trouxe para Portugal a marca nipónica Toyota "para ficar e ficou mesmo" - como diz o ‘slogan' inventado por outro amigo que também já anda por outras bandas, Artur Agostinho - dirá que o desaparecimento do antigo sócio maioritário do grupo Soares da Costa fechava um ciclo; mas, para o círculo mais próximo do empresário que morreu no passado dia 27, Salvador Caetano nunca mais recuperou: não era um ciclo que se fechava, era um mundo que desaparecia. "Nunca mais foi o mesmo", disse ao Outlook fonte próxima da família.

Com Salvador Caetano desaparece uma casta de empresários que moldou parte importante da economia portuguesa desde o período imediatamente posterior à II Guerra Mundial, e que partilha uma série de denominadores comuns que são, de algum modo, a história da indústria nacional do século XX. São homens que se fizeram na tarimba do óleo de linhaça das pesadas máquinas industriais, em detrimento dos bancos das universidades; que carregaram como puderam o peso de um condicionamento industrial (anterior a 1974) que os mantinha numa fronteira para lá da qual estavam os banqueiros e uma mão cheia de empresários enredados com o regime de António Salazar e mais tarde com o de Marcelo Caetano; que mantiveram o pulso nos anos de fogo do PREC sem viajarem para paraísos tropicais; que manifestaram sempre um enorme pudor em ostentar a riqueza que amealharam e um mal-estar em frente a microfones, máquinas de filmar e holofotes; e assumiam um despedimento (um único que fosse) não como medida de gestão, mas como uma mancha dolorosa na sua própria pele.

Juventude adiada
A história adulta de Salvador Caetano começou aos dez anos, em 1936 - num país que encerrava as fronteiras com medo do que se passava do lado de lá, entre republicanos a chegar ao poder em Madrid e oposicionistas que punham a Luftwaffe a voar nos céus de Espanha num ensaio para dali a três anos - foi trabalhar para a construção civil e logo depois para a pintura de automóveis. Com os primeiros ordenados, comprou uma bicicleta.
Fartou-se depressa dos patrões e das argamassas, mas não dos automóveis: aos 20 anos fundava uma pequena oficina, juntamente com o irmão Alfredo e com o amigo Joaquim Domingos Martins, com um capital de 30 contos (150 euros). Não correu bem. Salvador perdeu os sócios, mas não a vontade de fazer por si aquilo que achava que estava certo e, a partir de 1952, outra vez sozinho, percebeu que havia mais mundo; e que se ele não chegava cá era preciso ir lá fora buscá-lo. Foi um precursor dessa estratégia que, umas décadas volvidas, ascenderia à condição de verdade insofismável: a capacidade de um empresário se entender com os seus congéneres no exterior seria a medida do seu sucesso a prazo.
Foi nessa certeza que Salvador Caetano introduziu em Portugal as técnicas de construção mista de carroçarias: madeira e perfis de aço. Três anos depois, em 1955, optava pelas metálicas, porque percebeu que era essa, nas feiras e certames que visitava, a opção internacional. Mas não chegava copiar: era preciso estar à frente na inovação. Debaixo desta certeza, fechava um acordo com a britânica Metro Cammel Weman, segundo o qual a empresa portuguesa partilhava as sabedorias que se iam descobrindo além-fronteiras. Foi o primeiro de vários acordos semelhantes, com diversos grupos internacionais.
O ano era o de 1961, o mesmo em que conseguiu um dos seus contratos mais promissores: a venda de 12 autocarros de dois andares aos Serviços de Transportes Colectivos do Porto.

O senhor Toyota
Pouco tempo depois, em 1964, Salvador Caetano voltava a perceber outra coisa antes de muitos outros: a diversificação poderia não apenas promover o aumento dos proveitos do grupo, mas também reduzir riscos perante um eventual emagrecimento do mercado das carroçarias para pesados. Com nove amigos - sempre os amigos - fundou a Transmotor, para representar e vender em Portugal veículos pesados de mercadorias e passageiros das marcas Leyland, Albion e Scammel.
Era o primeiro passo na representação de marcas internacionais, que culminaria em 1968 - já depois de, em 1966, o grupo ter assumido a designação de Salvador Caetano Indústrias Metalúrgicas e Veículos de Transporte - com o início da importação da nipónica Toyota, após ter tentado, sem conseguir, importar a marca Ford. A estratégia tinha riscos: a marca era quase desconhecida; as soluções de ‘design' não eram as mais consensuais face aos padrões europeus e o mercado ainda desconfiava da tecnologia asiática.
A estratégia do grupo revelou-se acertada, e o governo de então soube reconhecer isso: Salvador Caetano pôde contar pela primeira vez com três anos de isenção de impostos sobre os lucros, como forma de elevar o contributo das suas actividades para a economia. Mais importante: a isenção era mostra de que o grupo estava a vencer a batalha contra o condicionamento industrial - que já então muitos economistas consideravam uma aberração sem sentido.

Os anos da Revolução
Os acontecimentos de 25 de Abril de 1974 não podiam ficar à porta da empresa e, por muito que Salvador Caetano mostrasse ser um patrão compreensivo e preocupado com o bem-estar de quem trabalhava para ele, a Revolução entrou portas adentro sem pedir autorização. O senhor Toyota, como começava a ser conhecido, ficou agastado com o ambiente de conspiração que passou a viver-se por entre as carcaças dos camiões e não tolerou que, num dia mais quente que o costume, um dos seus administradores tivesse sido alvo de uma tentativa de sequestro.
Engendrou uma estratégia de ataque: dirigia-se às instalações fabris munido de um banco, subia para cima dele e explicava o andamento da empresa, as perspectivas de futuro e os riscos que se adivinhavam. Fazia como se partilhasse com todos o destino do grupo - coisa que nunca lhe terá passado pela cabeça. Os ânimos acalmavam e os trabalhadores voltavam às carcaças dos pesados. O certo é que o grupo escapou às nacionalizações anunciadas a seguir a 11 de Março de 1975, assumindo a condição de maior conglomerado privado da economia de então. O fundador do grupo acabaria por fundar a imagem que dele acabaria por ser aceite como verdadeira pelos colaboradores: "É duro, mas é justo".

Uma viagem a Inglaterra
Terá sido o que aprenderam, há cerca de uma década, os colaboradores das empresas do grupo no Reino Unido. Salvador Caetano viajou para Inglaterra e convidou os colaboradores para jantar num restaurante a duas horas de viagem de Londres.
Entre sorrisos necessários e alguns esgares de aborrecimento pelas dificuldades de comunicação, os colaboradores lá iam espiando Mr.Caetano, que se mantivera calado durante o jantar. Aquilo estava quase a acabar e nem tinha corrido mal. Até à sobremesa: então, usando um inglês que não passaria nos exames de acesso a Oxford mas mais que suficiente para dar a entender ao que ia, explicou que "ou vocês trabalham mais e melhor ou eu fecho as empresas que tenho em Inglaterra". Curto e grosso, como costuma dizer-se, o que deixou os colaboradores estarrecidos e esclarecidos.
A dureza e a justiça da postura de Salvador Caetano foi a chave-mestra da sua vida de trabalho de 75 anos, que só acabou há meia dúzia de semanas, quando o fundador do grupo deixou de visitar as fábricas que pôs em pé. Preparava-se para descansar.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Palavra do dia: "Mamihlapinatapai"


Language: Yagan (indigenous language of Tierra del Fuego, an archipelago off the coast of South America)
“The wordless, yet meaningful look shared by two people who both desire to initiate something but are both reluctant to start.” This explains so much for my failures with women.

A fonte é o site Listverse.com que é um doa meu sites preferidos. Curiosamente na lista onde retirei esta palavra está também a palavra 'saudade' que nós Portugueses conhecemos tão bem. Aconselho um saltinho aqui pelo LINK.

O Sol vai fazer ó ó

Mini-idade do Gelo. O Sol está a adormecer

A última vez que o Sol adormeceu, durante 70 anos, a Europa viveu dos Invernos mais rigorosos de que há registo, o rio Tamisa gelou ao ponto de servir de rinque de patinagem para os londrinos e algumas aldeias dos Alpes foram engolidas por glaciares. Especialistas em física solar alertaram esta semana que a realidade poderá não ser muito diferente dentro de dez anos: o ciclo solar, que a cada 11 anos dita a inversão dos pólos magnéticos da estrela, poderá não voltar a repetir-se nas próximas décadas. E ninguém sabe o que esperar.

A teoria de uma nova hibernação do Sol, depois da última registada no século XVII, foi reforçada num encontro da Sociedade Americana de Astronomia, no México, que reuniu mais de 300 especialistas. Investigadores dos EUA apresentaram três estudos com o mesmo veredicto: o próximo ciclo solar poderá ser adiado de dois a dez anos ou não acontecer de todo. Um dos argumentos é o facto de as manchas solares (indicadoras do aumento da actividade magnética do Sol) serem menos intensas e mais ténues do que seria de esperar quando se aproxima o próximo pico - previsto para 2013. Outra equipa sugere que não há indícios das correntes de ar que sugerem o início de um novo ciclo, que ditaria nova inversão dos pólos em 2024.

"Isto é altamente atípico e inesperado. Mas três análises do Sol apontarem na mesma direcção é um indicador poderoso de que o ciclo solar pode estar a entrar em hibernação", disse Frank Hill, co-autor dos estudos, na apresentação na cidade de Las Cruces. Se a inversão dos pólos não acontecer, como se verificou na chamada Pequena Idade do Gelo, os investigadores dizem que se abre um enorme dilema na teoria. "Ninguém sabe o que fará o Sol nesse caso", comentou outro investigador, Richard Altrock. A concentração de gases de estufa na atmosfera, muito maior nos dias de hoje, poderá aliviar um previsível arrefecimento, mas nem isso é certo. "Este pode ser o último máximo solar a que assistimos em décadas. Se assim for, tudo pode ser afectado, da exploração espacial ao clima terrestre", resumiu Hill em comunicado.


Estou curioso para ver o que acontece em Lisboa. Será que poderemos fazer patinagem no gelo em pleno rio Tejo?! Era de valor. Imaginem só...


sexta-feira, 10 de junho de 2011

BAD !!

Ao olhar esta notícia no site da SIC Notícias, onde se pode ler que "Christine Lagarde está em Lisboa para encontrar 'colegas africanos'", apercebi-me que o Banco Africano do Desenvolvimento (nome em português) soletra a palavra B.A.D. ...

1 - Banco Africano do Desenvolvimento = BAD (mau)

2 - Banque Africaine de Developpement = BAD (mau)

3 - senhora Francesa vem a Lisboa para encontrar 'colegas africanos'


eu divirto-me com estas pequenas coisas...

10 de Junho - Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas


CANTO I

1
As armas e os barões assinalados
Que da Ocidental praia Lusitana,
Por mares nunca dantes navegados
Passaram ainda além da Taprobana,
Em perigos e guerras esforçados
Mais do que prometia a força humana,
E entre gente remota edificaram
Novo Reino, que tanto sublimaram;

2
E também as memórias gloriosas
Daqueles Reis que foram dilatando
A Fé, o Império, e as terras viciosas
De África e de Ásia andaram devastando,
E aqueles que por obras valerosas
Se vão da lei da Morte libertando,
Cantando espalharei por toda parte,
Se a tanto me ajudar o engenho e arte.

3
Cessem do sábio Grego e do Troiano
As navegações grandes que fizeram;
Cale-se de Alexandre e de Trajano
A fama das vitórias que tiveram;
Que eu canto o peito ilustre Lusitano,
A quem Neptuno e Marte obedeceram.
Cesse tudo o que a Musa antiga canta,
Que outro valor mais alto se alevanta.

4
E vós, Tágides minhas, pois criado
Tendes em mi um novo engenho ardente,
Se sempre em verso humilde celebrado
Foi de mi vosso rio alegremente,
Dai-me agora um som alto e sublimado,
Um estilo grandíloco e corrente,
Por que de vossas águas Febo ordene
Que não tenham enveja às de Hipocrene.

5
Dai-me hüa fúria grande e sonorosa,
E não de agreste avena ou frauta ruda,
Mas de tuba canora e belicosa,
Que o peito acende e a cor ao gesto muda;
Dai-me igual canto aos feitos da famosa
Gente vossa, que a Marte tanto ajuda;
Que se espalhe e se cante no Universo,
Se tão sublime preço cabe em verso.

















6
E vós, ó bem nascida segurança
Da Lusitana antiga liberdade,
E não menos certíssima esperança
De aumento da pequena Cristandade,
Vós, ó novo temor da Maura lança,
Maravilha fatal da nossa idade,
Dada ao mundo por Deus, que todo o mande,
Pera do mundo a Deus dar parte grande.

7
Vós, tenro e novo ramo florecente,
De hüa árvore, de Cristo mais amada
Que nenhüa nascida no Ocidente,
Cesárea ou Cristianíssima chamada
(Vede-o no vosso escudo, que presente
Vos amostra a vitória já passada,
Na qual vos deu por armas e deixou
As que Ele pera Si na cruz tomou);

8
Vós, poderoso Rei, cujo alto Império
O Sol, logo em nascendo, vê primeiro,
Vê-o também no meio do Hemisfério,
E quando dece o deixa derradeiro;
Vós, que esperamos jugo e vitupério
Do torpe Ismaelita cavaleiro,
Do Turco Oriental e do Gentio
Que inda bebe o licor do santo Rio:

9
Inclinai por um pouco a majestade
Que nesse tenro gesto vos contemplo,
Que já se mostra qual na inteira idade,
Quando subindo ireis ao eterno Templo;
Os olhos da real benignidade
Ponde no chão: vereis um novo exemplo
De amor dos pátrios feitos valerosos,
Em versos divulgado numerosos.

10
Vereis amor da pátria, não movido
De prémio vil, mas alto e quase eterno;
Que não é prémio vil ser conhecido
Por um pregão do ninho meu paterno.
Ouvi: vereis o nome engrandecido
Daqueles de quem sois senhor superno,
E julgareis qual é mais excelente,
Se ser do mundo Rei, se de tal gente.


O Império Português na sua máxima extensão


quarta-feira, 1 de junho de 2011

Os Pepinos e o fim do mundo

1. Morre gente na Alemanha

2. Alemanha diz que a culpa são dos pepinos Espanhóis

3. Imprensa cobre a noticia como se fosse acabar o mundo e o pepino fosse a nova peste negra

4. O pepino torna-se então, em Portugal, um fruto 'non grato'

5. As gentes dominadas, manipuladas e crentes deixam de comprar pepino e todos os outros frutos. legumes e vegetais que tenham entrado em contacto com o malogrado pepino

6. O mercado agrícola Português sofre as consequências


E agora eu pergunto... é para isto que serve a liberdade de imprensa?! Isto não é informação, isto é terrorismo informativo.
P.S. 
- tendo em conta que temos uma jornalista entre os nossos colaboradores talvez tenhamos a sorte de vir a ter uma resposta a esta minha pergunta.
- sim, o pepino é um fruto.
- Espanha vai processar a Alemanha devido a toda esta história, o que é lógico.

Acorda Portugal. Ainda não é 'tarde de mais'

Cada vez nos dão mais razões para investirmos na nossa auto suficiência alimentar mas o que nos dizem é para destruir, destruir as nossas pescas e destruir a nossa agricultura. Somos parvos e pertencemos a uma Europa comprada pelas grandes potências e totalmente parcial. Acorda Portugal !!


Preços dos alimentos vão dobrar até 2030, calcula ONG britânica


Os preços de alimentos básicos devem mais do que dobrar em 20 anos, a não ser que líderes mundiais promovam reformas, advertiu nesta segunda-feira a ONG britânica Oxfam.

Até 2030, o custo médio de colheitas consideradas chave para a alimentação da população global vai aumentar entre 120% e 180%, prevê a organização em seu relatório Growing a Better Future (Plantando um futuro melhor).
Metade desse aumento de custos deverá ser creditado a mudanças climáticas. Sendo assim, para a Oxfam, é preciso que os líderes globais trabalhem tanto para regular os mercados de commodities quanto para a criação de um fundo climático global.
“O sistema (de negociação) de alimentos deve ser revisto se queremos superar os crescentes desafios relacionados a mudanças climáticas, aumentos no preço da comida e carência de terrras, água e energia”, disse Barbara Stocking, executiva-chefe da Oxfam.
Situações críticas
No relatório, a Oxfam ressalta quatro áreas de alta insegurança alimentar – locais onde já existem dificuldades para alimentar os residentes.
O primeiro deles é a Guatemala, onde 850 mil pessoas são afetadas pela falta de investimentos estatais em pequenos agricultores e pela alta dependência de alimentos importados, diz a ONG.
O segundo é a Índia, onde a população gasta em comida duas vezes mais que cidadãos britânicos (proporcionalmente ao quanto recebem). Um litro de leite pode custar cerca de R$ 26 na Índia.
Em terceiro, a ONG cita o Azerbaijão, onde a produção de trigo caiu 33% no ano passado em decorrência de más condições climáticas, forçando o país a importar grãos da Rússia e do Cazaquistão. Os preços dos alimentos no país subiram 20% em dezembro de 2010 em comparação com o mesmo mês no ano anterior.
Em quarto está o leste da África, onde 8 milhões de pessoas enfrentam atualmente falta crônica de alimentos por conta de secas. Mulheres e crianças estão entre os mais afetados.
O Banco Mundial também advertiu que o aumento nos preços dos alimentos está levando milhões de pessoas para a pobreza extrema.
Em abril, a instituição informou que os custos dos alimentos haviam aumentado 36% em um ano, em parte por conta dos distúrbios no Oriente Médio e no norte da África.
Para a Oxfam, é preciso que haja mais “transparência” nos mercados de commodities e regulamentação de mercados futuros; um aumento de estoques de alimentos; o fim das políticas que promovam biocombustíveis (por supostamente ocupar terras que poderiam servir para a agricultura); e investimentos em cultivos familiares, em especial os comandados por mulheres.
Segundo Stocking, “uma em cada sete pessoas no planeta passa fome apesar de o mundo ser capaz de alimentar a todos”.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Classificação Total da Liga Portuguesa de Futebol

Com o final dos campeonatos profissionais de Portugal fazem-se agora as contas de décadas e décadas de jogos, vitórias, derrotas, empates, golos marcados, golos sofridos, etc.

A classificação de sempre da primeira liga Portuguesa, também conhecida por Campeonato dos Campeonatos, é esta:






Todos os dados exibidos neste post têm como fonte o site zerozero

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Portugal é o 17º país mais pacífico do mundo

Coisas a salientar:
- A Islândia mesmo falida é o país mais pacifico do mundo
- A Dinamarca além de ser um dos melhores países para viver na Europa é também um dos mais pacificos
- A Irlanda de alguma forma consegue o 11º lugar neste ranking
- A Espanha ocupa o 28º lugar ficando 11 lugaers abaixo de Portugal
- O Viet Nam faz agora parte do top30 dos países mais pacíficos do mundo
- A Austrália, o Reino Unido e a Holanda estão todas abaixo de Portugal no ranking
- A França ocupa o 36º lugar da lista e a Itália o 45º



- A Somália é o país 'menos pacifico' do mundo
- Entre os bottom26 estão países como a Venezuela, a Turquia, a Costa do Marfim e a Rússia



quinta-feira, 26 de maio de 2011

Notícia do dia: Belenenses foi campeão há 65 anos


Belenenses... e Sevilha. A primeira época futebolística do pós-guerra (45/46) revelou dois campeões inéditos na Península Ibérica - curiosamente, quer os azuis do Restelo, quer os sevilhanos não mais voltaram a ocupar os respectivos tronos. A ponta final do Campeonato Nacional de 1944/45 já mostrara um Belenenses forte de mais para a concorrência, de que são exemplo as duas goleadas históricas em jornadas consecutivas: 15-2 à Académica e 14-1 ao Salgueiros. E alguns meses depois, os azuis conquistam o sexto e último título de campeão regional de Lisboa, também aí não concedendo quaisquer hipóteses aos rivais Benfica (2-0 e 0-1) e Sporting (2-2 e 4-2). No final, a turma das Salésias regista apenas uma derrota - a tal com os encarnados e quando o primeiro lugar já estava há muito assegurado - e tem o melhor ataque (29 golos) e a defesa menos batida (9, à frente da do Sporting, com 20).



Para a época seguinte, o técnico Augusto Silva, um dos jogadores mais internacionais da sua geração e presente na primeira aventura oficial da selecção (Jogos Olímpicos-1928, em Amesterdão), molda uma equipa de respeito, com vista ao assalto ao título. Uma defesa de betão, constituída pelas Torres de Belém (o guarda- -redes Capela mais os defesas Feliciano e Vasco, famosos pela sua envergadura física e pelos seus confrontos com os Cinco Violinos do Sporting) e uma ala direita fenomenal (Quaresma, o tio-avô do "trivelas" do FC Porto, e Andrade, autor de 19 golos em apenas 14 encontros), sem esquecer o capitão Amaro e o ponta esquerda Rafael.


O arranque até é auspicioso, mas a recepção ao Atlético e a deslocação ao terreno do Benfica revelam-se pouco acertadas. E à décima jornada soa o alarme: derrota em Olhão, no segundo e último encontro em que a equipa fica em branco. Além de perder o jogo, o Belenenses perde a liderança para o Sporting e perde também o concurso do guarda-redes Capela, lesionado num ombro. É um duro golpe para os lados de Belém, que só voltam a ter o seu titular da baliza em Coimbra (3-1), numa tarde em que os adeptos estudantis aplaudem longamente o regresso às lides de Capela, num gesto de grande elevação.


Segue-se então um ciclo de oito jogos só com vitórias, entre as quais a goleada à Oliveirense (10-0), a segunda maior do campeonato, após os 11-0 do FC Porto ao Atlético (curiosamente o Atlético fica à frente do FC Porto no final da prova). Apesar desta manifestação de eficácia, é o Benfica quem na altura comanda, com um ponto de avanço sobre os azuis. É preciso esperar pelo confronto entre ambos para o Belenenses ultrapassar o Benfica, à conta de uma vitória por 1-0 nas Salésias, golo de Andrade (70'), o mesmo que atirara à trave de Martins, no começo do jogo. A liderança passa de novo a pertencer-lhe, mas faltam ainda três jornadas e a seguinte, no Estádio do Lima, com o FC Porto, obriga a sacrifício extra. O "Belém" passou no teste e adia-se tudo para a derradeira ronda, em Elvas.


O Belenenses pernoita em Estremoz e tem de ganhar à filial do Benfica (Sport Lisboa e Elvas) para receber as faixas. O empate não chega e ainda por cima o Benfica tem um jogo relativamente tranquilo, em casa, com o V. Guimarães (oitavo classificado).


Nesse histórico jogo, a 26 de Maio de 1946, dirigido por Domingos Miranda (Porto), as equipas apresentaram:


ELVAS - Semedo; Ameixa e Sans; Rana, Alcobia e Rebelo; Morais, Massano, Patalino, Aleixo e Quim.


BELENENSES - Capela; Vasco e Feliciano; Amaro, Gomes e Serafim; Armando, Quaresma, Andrade, José Pedro e Rafael.


No Estádio Municipal, em Elvas, o jogo começa e nem passam 180 segundos quando o avançado Patalino, o mais mediático alentejano do futebol português, marca a aproveitar uma fífia de Serafim. Até ao intervalo, o resultado mantém-se. Com a vitória do Benfica no Campo Grande (2-0 ao V. Guimarães), o Belenenses baixa para o segundo lugar. É aí que Quaresma acorda os colegas. "Disse-lhes para se acalmarem e jogarem o que sabiam. Sobretudo o Andrade, que nos tinha ajudado tanto a chegar até ali e agora estava menos energético que o habitual. Tal como o Rafael. Tínhamos de fazer qualquer coisa para sair daquela apatia. Eu estava inconformado com a nossa exibição na primeira parte", desabafa Quaresma, ao i, desde sua casa, lá para os lados do Barreiro.


O que acontece? O Belenenses reage. É o denominado "quarto de hora final à Belenenses", a sua imagem de marca de então. Andrade empata aos 60 minutos, na sequência de um livre de Armando, a castigar falta sobre Vasco. E aos 75' é a vez de Rafael estabelecer o 2-1, após assistência de Quaresma.


É a festa. Os adeptos que acompanham a equipa, quer de comboio (dois são fretados exclusivamente para o efeito), quer em viatura própria, fazem a festa logo ali, em Elvas, que nunca tinha assistido a tamanho "desvario". No dia seguinte, os campeões almoçam em Évora, a convite do presidente da câmara local, e depois de uma viagem até ao Barreiro chegam de barco ao Cais do Sodré. Daí para a sede do clube, em Belém, é a confusão, com milhares de simpatizantes a obrigarem o autocarro dos azuis a frequentes paragens, para vitoriarem a equipa e o seu técnico, Augusto Silva.


Isto acontece na primeira metade do século passado, mas a verdade é que o Belenenses não conseguiu repetir a proeza - e até já desceu de divisão em quatro ocasiões, onde ainda se encontra. Por isso, esse histórico 26 de Maio de 1946 continua gravado na memória dos seus adeptos: o dia em que o Belenenses, o clube da Cruz de Cristo, se sagrou campeão nacional.

LINK da notícia original