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terça-feira, 30 de agosto de 2011

O Inimigo Público e as diferenças entre Sócrates e Passos Coelho


Passatempo “descubra as 9 diferenças entre Sócrates e Passos Coelho” considerado o mais difícil de sempre

Por João Henrique


Um passatempo publicado esta semana num almanaque de jogos de quebra-cabeças acaba de ser considerado o passatempo mais difícil de sempre.
Os maiores génios da matemática das Universidades de Harvard, Berkeley, Princeton, Oxford, Kyoto e do Massachusetts Institute of Technology e dezenas de Nobel da Física e Química, para além de Nuno Crato, não conseguem efectuar a resolução do passatempo. “Não consigo descobrir nenhuma diferença. Este aumentou os impostos, este também. Este fez nomeações de boys dos seus partidos, o outro também. Este mentiu, o outro também. Este não consegue cortar na despesa, este também não. Este não queria acabar com o TGV, o outro também não. Este manobrava a RTP. Bolas, que eu não consigo encontrar nem uma única diferença, quanto mais nove!”, queixou-se também Elvira Fortunato, a inventora do papel electrónico. JH

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Estará Fernando Nobre ligado à maçonaria?!

A maçonaria também vota na Assembleia da República?

por Luís Claro, Publicado em 27 de Junho de 2011  |  Actualizado há 2 horas
Dois ex-deputados do PS garantem que a maçonaria tem influência nas decisões da AR e na distribuição dos lugares
O assunto é delicado e são poucos os deputados que se deixam embalar na conversa quando o tema é a influência da maçonaria nas decisões da Assembleia da República, mas a eleição de Fernando Nobre veio relançar a discussão sobre até que ponto a maçonaria pretende influenciar as decisões políticas.

O que se sabe é que vários maçons terão entrado em acção para conseguir os votos que faltavam para o ex-candidato à presidência da República - que terá ligações à maçonaria - ascender ao cargo.

Há, pelo menos, dois ex-deputados que não evitam o assunto e revelam que é real o poder da maçonaria em algumas decisões políticas. Henrique Neto, que foi deputado nos tempos em que António Guterres era primeiro-ministro, já tinha abordado o tema publicamente e diz ao i que, a partir de certa altura do seu mandato, começou a perceber que algumas posições "inexplicáveis" assumidas por alguns deputados residiam no facto de estarem ligados à maçonaria. "Há sempre uma quota de pessoas nas candidaturas que não se percebe o que estão ali a fazer, mas a gente sabe quem são", diz Neto, que acusa a instituição de funcionar como "uma espécie de agência de emprego", que aproveita o "secretismo para eleger pessoas para alguns cargos do Estado".

Também Ana Benavente, que foi deputada e dirigente socialista, fala de "um mundo subterrâneo, muito poderoso e que não se assume à luz do dia". "Eu não compreendia algumas decisões e quando, em busca de alguma racionalidade, procurava alguma explicação, o que me diziam era: não te esqueças que ele é da maçonaria."

A ex-governante não tem dúvidas de que a instituição tem influência na vida política e não só. "A maçonaria é um elemento que está presente na tomada de posição política. Funciona como um lóbi com poder na política e nos negócios."

Uma convicção contrariada pelo ex- -grão-mestre do Oriente Lusitano, António Arnaut, que não aceita a tese de que a instituição tem um papel nas decisões dos políticos. "É uma regra absoluta da maçonaria não se envolver na vida política. Não se pode envolver e eu não acredito que se tenha envolvido", diz ao i Arnaut, garantindo que "é contra os seus valores" pressionar decisões políticas.

O tiro de partida - de que a eleição de Nobre estaria assegurada pelos votos dos socialistas - foi dada por Marcelo Rebelo de Sousa, que no seu comentário na TVI garantiu que muitos socialistas poderiam votar por "afinidades que não têm que ver com os partidos". Uns dias depois, Pacheco Pereira, na crónica que escreve na "Sábado", deixou claro que "a maçonaria está a mover-se a favor de Fernando Nobre".

Guilherme Silva, vice-presidente da Assembleia da República, reage com cautela e garante que, nos muitos anos que leva de parlamento, nunca percebeu que a maçonaria andasse a meter o dedo nas decisões dos deputados. "Eu pessoalmente nunca me apercebi, mas como se trata de uma organização tendencialmente secreta é natural que não nos apercebamos", diz ao i, garantindo que é com "dificuldade" que encara a hipótese de "decisões da Assembleia da República serem motivadas por intervenções ou influências". "Esse tipo e especulação não tem sentido", assegura.

Nobre acabou por não ser eleito, mas não faltam na história do parlamento casos de maçons que chegaram à presidência da instituição (ver caixas ao lado). "É verdade que havia a convicção de que a maçonaria influenciava bastante a eleição do presidente da AR, mas nunca nada ficou provado. O PS era muito conotado com a maçonaria e a seguir à revolução havia essa impressão", diz Narana Coissoró, que foi vice-presidente do parlamento.

sábado, 18 de junho de 2011

Novo Governo: o mais curto e jovem desde o 25 de Abril.

Deixando os nomes de fora parece-me que simplesmente por ser um governo jovem é consequentemente um governo melhor, porque neste caso o facto de ser jovem não quer dizer pouco experiente, nem pouco mais ou menos. Existe muita gente que faz parte do governo, de uma maneira ou de outra, há muito tempo e já fazem parte do sistema e para ele pouco contribuem. Essa antiguidade leva à criação de vícios e relaxamento que também nada de positivo contribuem para o serviço público. Como tal, gente jovem e experiente tem tudo para poder pegar neste desafio e fazer melhor do que todos os velhos juntos que já lá estiveram. Estou confiante.

Já agora, para quem perdeu os nomes, deixo aqui a atribuição de pastas e um pequeno resumo da vida activa dos futuros minitros.


O novo Governo, liderado por Pedro Passos Coelho, foi hoje anunciado. No total são 11 ministros, dos quais quatro são militantes do PSD, três do CDS-PP e quatro são independentes.

Pedro Passos Coelho (PSD)
Primeiro-ministro
Pedro Passos Coelho, 46 anos, chegou a líder do PSD em Março de 2010 com 61 por cento dos votos nas eleições internas do partido, sucedendo Manuela Ferreira Leite. Foi presidente da Juventude Social Democrata entre 1990 e 1995. Depois de estar um tempo afastado da vida política, regressa em 2008 como candidato a líder do PSD. Levou o partido a vencer as eleições de Junho de 2011, com 38,6% - resultado que obrigou o PSD a procurar a coligação com o PP para conseguir maioria parlamentar.

Paulo Portas (CDS-PP)
Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros
Do Direito para a política, da política para o jornalismo. E de volta à política. Paulo Portas já foi jurista, director de um jornal e ministro. Nas eleições legislativas de 2009 voltou ao ataque à frente do CDS-PP, numa campanha que diz querer fazer «no terreno». Nas legislativas de 2011 o PP conseguiu 11.7% dos votos, abrindo caminho à coligação PSD-PP.

Miguel Macedo (PSD)
Ministro da Administração Interna
Miguel Bento Martins da Costa Macedo e Silva nasceu em 1959 e é licenciado em Direito. O líder parlamentar do PSD foi eleito deputado nas V, VI, VII e VIII legislaturas. Ao longo da sua carreira política desempenhou também os cargos de Secretário de Estado da Juventude no Governo Constitucional, Secretário de Estado da Justiça nos XV e XVI Governos e membro da Assembleia Municipal de Braga.

Vítor Gaspar (independente)
Ministro de Estado e das Finanças
Vítor Gaspar, com um reconhecido percurso na área da Economia das Finanças, desempenhou as seguintes funções: diretor do Gabinete de Estudos Económicos do Ministério das Finanças, Diretor do Departamento de Estatística e Estudos Económicos do Banco de Portugal e Diretor do Departamento de Estudos Económicos do Banco Central Europeu. Atualmente, é Consultor da Administração do Banco de Portugal.

Álvaro Santos Pereira (independente)
Ministro da Economia e do Emprego
Álvaro Santos Pereira nasceu em Viseu, em 1972. Doutorou-se em Economia pela Simon Fraser University, em Vancouver. Deu aulas em várias universidades estrangeiras, nomeadamente na University of British Columbia, na Universidade de York e na University of British Columbia. Desde 2001 tem colaborado regularmente com o Diário de Notícias e o Diário Económico, como colunista. Ocasionalmente, escreve para outras publicações, como o Expresso, a Revista Exame e o Jornal de Notícias.

Assunção Cristas (CDS-PP)
Ministério da Agricultura, Mar e Território
Nascida em 1974, Assunção Cristas é professora universitária de Direito. Foi adjunta da ministra da Justiça no XV Governo Constitucional e diretora do Gabinete de Política Legislativa e Planeamento deste ministério. Membro da Comissão Política Nacional do CDS-PP desde maio de 2007, passou a integrar a Comissão Executiva do partido em janeiro de 2009, data em que assumiu a vice-presidência. Coordenou a elaboração do programa do CDS-PP para as eleições legislativas de 2009 e fez parte da Comissão de Orçamento e Finanças.

José Pedro Aguiar-Branco (PSD)
Ministério da Defesa
Advogado, natural do Porto. Foi cabeça de lista do PSD no círculo do Porto nas duas últimas eleições legislativas. Em 2010 desempenhou o cargo de vice-presidente dos sociais-democratas e já foi candidato à liderança do partido, contra Passos Coelho e Paulo Rangel. Com uma longa carreira no Partido Social Democrata, foi membro do Conselho Nacional da JSD (1977-1984) e membro do Conselho de Jurisdição (1976 e 1995-1997), do Conselho Nacional (1982-1984 e 1988-1990) e da Comissão Política (1996-1998 e 2007-2010) do PSD. Foi ministro da Justiça do XVI Governo Constitucional, chefiado por Santana Lopes (2004-2005), presidente da Assembleia Municipal do Porto (2005-2009) e deputado à Assembleia da República (2005-2009), onde liderou o Grupo Parlamentar do PSD (2009-2010).

Paula Teixeira da Cruz (PSD)
Ministério da Justiça
Paula Maria Von Hafe Teixeira da Cruz nasceu em Luanda, em 1960, e licenciou-se em Direito. Foi professora na Faculdade de Direito de Lisboa e no Instituto de Estudos Superiores Financeiros e Fiscais. Entre 2003 e 2005 foi membro do Conselho Superior da Magistratura. Entre 2002-2005 integrou o Conselho Geral da Ordem dos Advogados. A par destas funções, entre 1999-2003 pertenceu ao Conselho Superior do Ministério Público. Paula Teixeira é militante do PSD desde 1995. É, atualmente, vice-presidente da Comissão Política Nacional do PSD e exerceu as mesmas funções sob a direção de Luís Marques Mendes entre 2005-2006.

Pedro Mota Soares (CDS-PP)
Ministro dos Assuntos Sociais
Pedro Mota Soares nasceu em 1972 e licenciou-se em Direito. Ao longo da sua carreira na política assumiu vários cargos, entre eles: Secretário Geral do CDS-PP, Membro da Comissão Diretiva de CDS-PP, Deputado à Assembleia da República na VIII Legislatura, Vice-Presidente do grupo Parlamentar do CDS-PP, Presidente da Juventude Popular, Presidente do Grupo Parlamentar do CDS-PP na X Legislatura. 

Paulo Macedo (independente)
Ministro da Saúde
Nasceu em 1963 e é Licenciado em Gestão de Organização e Gestão de Empresas. Atualmente, é vice-presidente do conselho de administração executivo do Millennium BCP. Entre 2004 e 2007, trabalhou na Caixa Geral de Depósitos. O seu trabalho nesta instituição fez com que fosse apontado como um dos principais responsáveis modernização e informatização da máquina fiscal. Antes de desempenhar estas funções, foi administrador da Companhia Portuguesa de Seguros de Saúde, S.A. (Médis).

Nuno Crato (independente)
Ministro Educação e do Ensino Superior
Nuno Crato nasceu em Lisboa em 1952. Matemático e Estatístico, é atualmente Pró-Reitor da Universidade Técnica de Lisboa e, desde o ano 2000, professor no Instituto Superior de Economia e Gestão. Em 2008 foi condecorado com o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique. No mundo dos negócios é de referir a sua nomeação para presidente executivo do Taguspark, em 2010.

Miguel Relvas (PSD)
Assuntos Parlamentares
Miguel Fernando Cassola de Miranda Relvas nasceu em Lisboa, em 1961 e licenciou-se em Ciência Política e Relações Internacionais pela Universidade Lusófona. Entre 1987 e 1989 foi secretário-geral da JSD. Mais tarde, foi nomeado deputado à Assembleia da República. Atualmente é secretário-geral do PSD. Em 2002, desempenhou o cargo de secretário de Estado da Administração Local, no governo de Durão Barroso.

Diário Digital com Lusa 

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Inimigo Público - Adoro !!

Pedro Silva Pereira acha chocante que PSD esteja já há uma semana no poder e não tenha ainda tirado o país da grave crise


Passos Coelho já é atacado.
O IP falou com Silva Pereira: “Andaram a dizer na campanha que Portugal ia sair da crise! Já passou uma semana e não vi nada! Que cambada de incompetentes!“. O IP falou com Santos Silva: “É o pior governo desde o 25 de Abril! Não há uma ideia, um projecto, um rumo para o país! Que cambada de medíocres!“. O IP falou com o dirigente do PSD, Rui Rio: “Uma semana depois e Passos ainda não fez népia! O PSD precisa marcar eleições internas! Portugal precisa de um PM forte, cujo nome comece em Rui e acabe em Rio, alguém com esse perfil!“. Por fim, Cavaco: “Estou muito desiludido com a falta de empenhamento do PM Passos! Na primeira reunião sugeri-lhe que trouxesse um saco-cama e fosse dormir para os jardins do Palácio de Belém, para não se perder tempo com deslocações! E recusou! Isto vai acabar mal, cheira-me que daqui a 6 meses há eleições!“. A.M 

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Manifestantes do Rossio vão ser julgados por "injúrias e resistência" à polícia

Esta é a notícia.

"Dois dos três detidos no sábado, dia 4, no Rossio, quando iniciavam uma “assembleia popular” no dia de reflexão eleitoral, vão ser julgados por “injúrias, resistência e coacção sobre os agentes de autoridade que estavam no exercício das suas funções”, segundo descrição feita pela advogada dos dois arguidos, Luísa Acabado. O julgamento será a 16 de Junho.  
Esta decisão foi hoje conhecida no Tribunal de Pequena Instância de Lisboa e teve direito a uma conferência de imprensa por parte dos membros do Movimento “Democracia Verdadeira Já”, onde militam os dois arguidos, ambos do sexo masculino, de 26 e 27 anos. 
“A Polícia Municipal pediu a identificação a dois membros do movimento, mas como não estava ser cometido nenhum crime recusaram identificar-se, pelo que os agentes partiram logo para uma atitudeviolenta, sem que percebêssemos as razões de tal atitude”, descreveu Inês (só dão a conhecer o primeiro nome), uma das porta-vozes (rotativa) do movimento. De seguida, chegou uma carrinha da polícia de intervenção e “começaram a bater em toda as pessoas, sendo a maior parte transeuntes que apenas mostraram interesse pela nossa iniciativa”, acrescentou Sara, outra das porta-vozes. Foramapreendidos artigos como “geradores, gasolina, fotografias impressas para a exposição, colunas de som e mais material”, revelaram. 
As porta-vozes do movimento declararam à comunicação social que “esta carga policial tinha como objectivo o de nos silenciar” e agora pretendem saber “quem ordenou esta carga policial: A Câmara de Lisboa ou o Ministério da Administração Interna?”. 
Dia 19 de Junho, três dias depois de iniciar o julgamento destes dois arguidos, o Movimento “Democracia Verdadeira Já” vai fazer uma manifestação com partida do Cinema São Jorge, na Avenida da Liberdade. Esta manifestação já estava marcada e está em sintonia com as várias manifestações de igual carácter que ocorrerão em todas as cidades onde houve uma acampada.  
Este movimento foi o dinamizador da Acampada de Lisboa (congénere às idênticas manifestações em várias cidades espanholas), que esteve 12 dias a pernoitar numa das praças mais centrais de Lisboa. Desmobilizaram as tendas improvisadas na terça-feira passada."


Este é o meu comentário

Bem... só quem por perto lá passou percebeu realmente o que aquilo era. Eu fui um dos que lá passou. O pessoal reuniu-se para protestar e imitar os Espanhóis (porque aparentemente os protestantes Portugueses não têm ideias próprias). Passando à frente o facto de ser uma imitação barata dos vizinhos do lado, as pessoas foram-se juntando unidas por um ideal de protesto pacífico e ajuntamento não violento contra as troika's, os fmi's, os sócrates, os coelhos, os banqueiros, os patrões, entre outras coisas que sinceramente não me interessam. O que realmente me interessa é o que se tornou este protesto inicialmente válido, ou seja, quem lá passou perto viu e sentiu: gente a dormir ao relento, gente a cheirar mal, gente a drogar-se, gente a ocupar um espaço público e túristico, gente a não trabalhar, gente a não estar a procura de trabalho, gente com rastas (este facto é apenas observacional e nada mais), gente que foi para ali porque acredita em algo e também gente que para ali foi porque era giro, era cool e era anti-sistema. uuhuhuh
Queixaram-se depois de violência policial que é justificada (desde que não seja em excesso) tendo em conta que estão várias leis a serem violadas à vista de todos. A policia não tem de fazer as coisas com festinhas e chi corações embora não possa também abusar do seu poder.
Sinceramente, caso eu mandasse teria feito o seguinte: pediria para falar com os organizadores do protesto e diria "ok, tudo bem, protestem à vontade mas dou-vos uma semana para fazerem a vossa cena e chamarem a atenção à vossa causa mas no dia X à hora Y terão de se retirar." Julgo que seria uma proposta bastante tolerante e aceitável. Caso aceitassem, o que eu duvido, estaria tudo bem, eles fariam o seu protesto e no dia combinado estaria a praça vazia. Caso não aceitasse, eu teria em consideração enviar as forças policiais para fazer uma carga sobre todos e quaiquer manifestantes que lá permanecessem. Que tal?! Hmmmm.... talvez isto seja um bocado bruto mas pronto, deve ser do dia de hoje e deste tempo feio.

terça-feira, 24 de maio de 2011

José Sócrates é afinal o mais africano dos candidatos

José Sócrates é 'o mais africano de todos os candidatos' porque atirou a economia nacional para o Terceiro Mundo

Por Vítor Elias


Pedro Passos Coelho bem pode auto-proclamar-se como "o mais africano de todos os candidatos", mas um estudo IP/União Africana/Discoteca A Lontra concluiu que esse título cabe a José Sócrates, o homem que pegou num país europeu razoavelmente endividado e o transformou, no primeiro mandato, no Zimbabué do Robert Mugabe e que, tivesse cumprido todo o segundo mandato, o teria transformado na Libéria do Charles Taylor, no Estado Livre do Congo nos tempos do imperador belga Leopoldo II ou mesmo na selecção sul-africana de futebol quando era orientada pelo Carlos Queiroz. Pela forma como tentou introduzir uma espécie de "capitalismo de Estado" em Portugal, José Sócrates é ainda "o mais asiático de todos os candidatos" e, pela maneira como os seus mandatos estiveram repletos de casos suspeitos, também "o mais latino-americano de todos os candidatos". VE
Cortesia do Inimigo Público

quinta-feira, 21 de abril de 2011

PS > PSD

Quando José Sócrates se demitiu do seu lugar de Primeiro Ministro o meu comentário foi o seguinte: "O mais engraçado vai ser se ele ganhar outra vez as eleições." Segundo as noticias de ontem, o PS passou o PSD nas intenções de voto subindo 12 pontos o PS e descendo 13 pontos o PSD, no espaço de um ano. É inacreditável que um governo tão criticado e com uma bagagem tão pesada possa subir nas intenções de voto contra o seu principal opositor mas o culpado tem um nome e é Pedro Passos Coelho.