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segunda-feira, 4 de julho de 2011

Porque na semana passada morreu alguém realmente importante (e não foi o Angélico)

Claro que ninguém merece morrer aos 28 anos e a morte do Angélico é triste por esse simples facto, por ser antes do tempo, mas o Angélico como artista e como pessoa não me diz nada e o seu legado é mínimo, mas muito se tem falado sobre o assunto fora as incontáveis horas de televisão a ele dedicadas. No entanto, na semana passada morreu alguém importante, alguém com um grande legado, alguém que empregou milhares de pessoas, que criou riqueza para o país, que foi uma verdadeira história de sucesso, alguém que começou do nada e morreu com tudo. Estou a falar de Salvador Caetano. Deixo em seguida a notícia do jornal Expresso que aborda um pouco da vida e subida na vida do senhor Toyota. Que descanse em paz.



Duro, mas justo. Era assim o homem que trouxe a Toyota e fazia parte de uma geração para quem o despedimento de um único funcionário não era uma medida de gestão mas uma mancha na pele.
O mundo aberto e multifacetado de Salvador Fernandes Caetano - nascido em 2 de Abril de 1926 em Vilar de Andorinho, Gaia - começou a fechar-se sobre si como se tivesse acabado de ficar vazio em 30 de Março deste ano, quando o amigo de sempre, parceiro de negócios e companheiro de trapaças bem dispostas, Laurindo Costa, desapareceu para sempre. A biografia definitiva do homem que em 1968 trouxe para Portugal a marca nipónica Toyota "para ficar e ficou mesmo" - como diz o ‘slogan' inventado por outro amigo que também já anda por outras bandas, Artur Agostinho - dirá que o desaparecimento do antigo sócio maioritário do grupo Soares da Costa fechava um ciclo; mas, para o círculo mais próximo do empresário que morreu no passado dia 27, Salvador Caetano nunca mais recuperou: não era um ciclo que se fechava, era um mundo que desaparecia. "Nunca mais foi o mesmo", disse ao Outlook fonte próxima da família.

Com Salvador Caetano desaparece uma casta de empresários que moldou parte importante da economia portuguesa desde o período imediatamente posterior à II Guerra Mundial, e que partilha uma série de denominadores comuns que são, de algum modo, a história da indústria nacional do século XX. São homens que se fizeram na tarimba do óleo de linhaça das pesadas máquinas industriais, em detrimento dos bancos das universidades; que carregaram como puderam o peso de um condicionamento industrial (anterior a 1974) que os mantinha numa fronteira para lá da qual estavam os banqueiros e uma mão cheia de empresários enredados com o regime de António Salazar e mais tarde com o de Marcelo Caetano; que mantiveram o pulso nos anos de fogo do PREC sem viajarem para paraísos tropicais; que manifestaram sempre um enorme pudor em ostentar a riqueza que amealharam e um mal-estar em frente a microfones, máquinas de filmar e holofotes; e assumiam um despedimento (um único que fosse) não como medida de gestão, mas como uma mancha dolorosa na sua própria pele.

Juventude adiada
A história adulta de Salvador Caetano começou aos dez anos, em 1936 - num país que encerrava as fronteiras com medo do que se passava do lado de lá, entre republicanos a chegar ao poder em Madrid e oposicionistas que punham a Luftwaffe a voar nos céus de Espanha num ensaio para dali a três anos - foi trabalhar para a construção civil e logo depois para a pintura de automóveis. Com os primeiros ordenados, comprou uma bicicleta.
Fartou-se depressa dos patrões e das argamassas, mas não dos automóveis: aos 20 anos fundava uma pequena oficina, juntamente com o irmão Alfredo e com o amigo Joaquim Domingos Martins, com um capital de 30 contos (150 euros). Não correu bem. Salvador perdeu os sócios, mas não a vontade de fazer por si aquilo que achava que estava certo e, a partir de 1952, outra vez sozinho, percebeu que havia mais mundo; e que se ele não chegava cá era preciso ir lá fora buscá-lo. Foi um precursor dessa estratégia que, umas décadas volvidas, ascenderia à condição de verdade insofismável: a capacidade de um empresário se entender com os seus congéneres no exterior seria a medida do seu sucesso a prazo.
Foi nessa certeza que Salvador Caetano introduziu em Portugal as técnicas de construção mista de carroçarias: madeira e perfis de aço. Três anos depois, em 1955, optava pelas metálicas, porque percebeu que era essa, nas feiras e certames que visitava, a opção internacional. Mas não chegava copiar: era preciso estar à frente na inovação. Debaixo desta certeza, fechava um acordo com a britânica Metro Cammel Weman, segundo o qual a empresa portuguesa partilhava as sabedorias que se iam descobrindo além-fronteiras. Foi o primeiro de vários acordos semelhantes, com diversos grupos internacionais.
O ano era o de 1961, o mesmo em que conseguiu um dos seus contratos mais promissores: a venda de 12 autocarros de dois andares aos Serviços de Transportes Colectivos do Porto.

O senhor Toyota
Pouco tempo depois, em 1964, Salvador Caetano voltava a perceber outra coisa antes de muitos outros: a diversificação poderia não apenas promover o aumento dos proveitos do grupo, mas também reduzir riscos perante um eventual emagrecimento do mercado das carroçarias para pesados. Com nove amigos - sempre os amigos - fundou a Transmotor, para representar e vender em Portugal veículos pesados de mercadorias e passageiros das marcas Leyland, Albion e Scammel.
Era o primeiro passo na representação de marcas internacionais, que culminaria em 1968 - já depois de, em 1966, o grupo ter assumido a designação de Salvador Caetano Indústrias Metalúrgicas e Veículos de Transporte - com o início da importação da nipónica Toyota, após ter tentado, sem conseguir, importar a marca Ford. A estratégia tinha riscos: a marca era quase desconhecida; as soluções de ‘design' não eram as mais consensuais face aos padrões europeus e o mercado ainda desconfiava da tecnologia asiática.
A estratégia do grupo revelou-se acertada, e o governo de então soube reconhecer isso: Salvador Caetano pôde contar pela primeira vez com três anos de isenção de impostos sobre os lucros, como forma de elevar o contributo das suas actividades para a economia. Mais importante: a isenção era mostra de que o grupo estava a vencer a batalha contra o condicionamento industrial - que já então muitos economistas consideravam uma aberração sem sentido.

Os anos da Revolução
Os acontecimentos de 25 de Abril de 1974 não podiam ficar à porta da empresa e, por muito que Salvador Caetano mostrasse ser um patrão compreensivo e preocupado com o bem-estar de quem trabalhava para ele, a Revolução entrou portas adentro sem pedir autorização. O senhor Toyota, como começava a ser conhecido, ficou agastado com o ambiente de conspiração que passou a viver-se por entre as carcaças dos camiões e não tolerou que, num dia mais quente que o costume, um dos seus administradores tivesse sido alvo de uma tentativa de sequestro.
Engendrou uma estratégia de ataque: dirigia-se às instalações fabris munido de um banco, subia para cima dele e explicava o andamento da empresa, as perspectivas de futuro e os riscos que se adivinhavam. Fazia como se partilhasse com todos o destino do grupo - coisa que nunca lhe terá passado pela cabeça. Os ânimos acalmavam e os trabalhadores voltavam às carcaças dos pesados. O certo é que o grupo escapou às nacionalizações anunciadas a seguir a 11 de Março de 1975, assumindo a condição de maior conglomerado privado da economia de então. O fundador do grupo acabaria por fundar a imagem que dele acabaria por ser aceite como verdadeira pelos colaboradores: "É duro, mas é justo".

Uma viagem a Inglaterra
Terá sido o que aprenderam, há cerca de uma década, os colaboradores das empresas do grupo no Reino Unido. Salvador Caetano viajou para Inglaterra e convidou os colaboradores para jantar num restaurante a duas horas de viagem de Londres.
Entre sorrisos necessários e alguns esgares de aborrecimento pelas dificuldades de comunicação, os colaboradores lá iam espiando Mr.Caetano, que se mantivera calado durante o jantar. Aquilo estava quase a acabar e nem tinha corrido mal. Até à sobremesa: então, usando um inglês que não passaria nos exames de acesso a Oxford mas mais que suficiente para dar a entender ao que ia, explicou que "ou vocês trabalham mais e melhor ou eu fecho as empresas que tenho em Inglaterra". Curto e grosso, como costuma dizer-se, o que deixou os colaboradores estarrecidos e esclarecidos.
A dureza e a justiça da postura de Salvador Caetano foi a chave-mestra da sua vida de trabalho de 75 anos, que só acabou há meia dúzia de semanas, quando o fundador do grupo deixou de visitar as fábricas que pôs em pé. Preparava-se para descansar.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Cobra com duas cabeças na Alemanha

Tem 50 centímetros de comprimento e duas cabeças. A estranha cobra, da espécie python regius, foi encontrada em Villingen-Schwenningen, no sul da Alemanha.
A cobra pitão nasceu com duas cabeças há cerca de um ano. O dono decidiu agora mostrá-la ao público, garantindo que é a segunda com esta característica em todo o mundo.
O animal mutante tem agora 50 centímetros, mas quando atingir a idade adulta pode chegar aos dez metros de comprimento.
Esta espécie, preta e dourada, é nativa da África e não é venenosa, o que faz com que seja habitual encontrá-la como animal doméstico.


Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/cobra-com-duas-cabecas-na-alemanha-fotogaleria=f658674#ixzz1Ql5HHVNS



O papa agora está no Twitter... (ainda não se sabe com que objectivo)

A notícia é esta:

O Papa Bento XVI enviou hoje a sua primeira mensagem através do serviço de microblogging Twitter, uma iniciativa que está a ser interpretada como mais um passo da Igreja Católica na adopção de novas formas de comunicação.
“Caros amigos, acabo de lançar o site www.news.va . Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo! Deus vos abençoe, Bento XVI” tweetou o Papa, usando um iPad, o mítico computador ultraportátil (tablet) da tecnológica norte-americana, Apple.

Recorde-se que o Vaticano já tinha inaugurado um canal no YouTube , um perfil no Facebook , e uma conta no site de partilha de fotos Flickr .
O novo site anunciado pelo chefe da Igreja Católica através do Twitter - www.news.va - foi desenvolvido pelo Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais, e pretende centralizar toda a informação da Santa Sé, constituído um espaço de comunicação com os media.
O novo portal noticioso concentra num único local a rádio e televisão do Vaticano bem como diversos órgãos impressos e, sinal dos tempos, todos os tweets enviados através da conta Vatican - News (@news_va_en).



Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/papa-estreia-se-no-twitter-video=f658561#ixzz1Ql05RcAH

O meu comentário:
A igreja católica já tem a maior legião de seguidores no mundo mas o poder e os tentáculos nunca são grandes e abrangentes o suficientes, têm de sempre tentar chegar a mais gente e mais longe, só mais um pouco. Enfim...

quinta-feira, 9 de junho de 2011

30 anos de África sobrevoada. B-E-A-UUUUTIFUL !!

Flying in a motorized paraglider over one of the most diverse continents in the world, George Steinmetz captures in his photographs the stunning beauty, potential and hope of Africa's landscapes and people. See the project at http://mediastorm.com/publication/african-air