sábado, 16 de abril de 2011

Zsa Zsa Gabor quer ser mãe aos 94 anos

"A actriz de Hollywood Zsa Zsa Gabor, de 94 anos, iniciou um processo com o marido Frederic von Anhalt, de 67, pelo qual tentará produzir um descendente que perpetue o apelido da família.
A novidade surgiu pela voz do marido, que se deslocou a uma clínica de fertilidade em Beverly Hills, em Los Angeles, para fazer os exames médicos nesse âmbito.

Von Anhalt espera gastar até 100 mil dólares (cerca de 69 mil euros) para a doação de um óvulo, e uma barriga de aluguer e para a gestação e o parto.

A filha de Zsa Zsa, Francesca Hilton, disse estar chocada com o plano da mãe e do padrasto.

«Estou aposentado. Posso assumir esta responsabilidade», comentou o nono marido da estrela de cinema nonagenária.

A actriz visitou várias vezes o hospital no último ano por causa de diversas complicações de saúde. Está numa cadeira desde 2002, altura em que sofreu um acidente que a obrigou a amputar uma perna.

O casal pensou em ter um filho quando se casou há um quarto de século. Segundo Frederic von Anhalt, a artista terá voltado a insistir na ideia nos últimos meses.

O objectivo é o de perpetuar o nome Gabor, depois de a única filha de Zsa Zsa ter adoptado o apelido do pai e de as irmãs da artista terem morrido sem deixar descendência.

Francesca é fruto do segundo casamento de Gabor, com o magnata da hotelaria Conrad Hilton."



Abeçoada seja esta vontade completamente despropositada e contra natura. Força nisso Zsa Zsa !!

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Tiananmen - 22 anos depois

Faz hoje 22 anos que começaram os protestos na Praça de Tiananmen. Esses protestos maioritariamente pacificos e de resistência civil ficaram mais tarde conhecidos pelo Massacre da Praça de Tianamen. Quem viu em directo diz que chorou quando viu os militares e os tanques avançarem sobre os manifestantes.
No rescaldo deste protesto verificaram-se mais de um milhar de mortos e 10.000 feridos e um homem que sozinho, e com dois sacos de compras nas mãos, parou uma coluna de tanques que se dirigia para a praça. Ainda hoje não se sabe ao certo qual a identidade deste homem mas ficou conhecido como o 'homem-tanque' e é tido como um herói para todos os que defendem a democracia na China. Podem ler mais sobre o assunto aqui.
Deixo também um video destes protestos que já fazem parte da vergonhosa história da humanidade.





quinta-feira, 14 de abril de 2011

Trailer do dia (4) - The Greatest Movie Ever Sold

Markus Kerber em relação a Portugal

Cada vez mais apoio e defendo que Portugal devia de sair da UE e ler um artigo assim só me ajuda a acreditar que era o melhor que nos podia acontecer.

"Se Portugal quer ser um país livre, tem de sair da zona euro"


NY Times: «Agências de rating armadilharam Portugal»

O desnecessário resgate de Portugal

«O pedido de ajuda de Portugal para as suas dívidas junto do Fundo Monetário Internacional e da União Europeia na última semana deve servir de aviso para todas as democracias.

As crises que começaram com os resgates da Grécia e Irlanda no ano passado tiveram uma feia reviravolta. Contudo, este terceiro pedido de resgate não é realmente sobre dívida. Portugal teve uma forte performance económica nos anos 90 e estava a conseguir a sua recuperação da recessão global melhor do que muitos outros países na Europa, mas viu-se sob injusta e arbitrária pressão dos correctores, especuladores e analistas de rating de crédito que, por visão curta ou razões ideológicas, conseguiram forma de afastar uma administração democraticamente eleita e potencialmente amarrar as mãos da próxima.

Se deixadas sem regulação, estas forças de mercado ameaçam eclipsar a capacidade dos governos democráticos — talvez até da América — para fazerem as suas próprias escolhas sobre impostos e despesas.

As dificuldades de Portugal eram admitidamente semelhantes às da Grécia e Irlanda: para os três países, a adopção do Euro há uma década significou que tiveram de ceder o controlo das suas políticas monetárias, e um repentino incremento dos níveis de risco que regulam os mercados de obrigações atribuíram às suas dívidas soberanas foi o gatilho imediato para os pedidos de resgate.

Mas na Grécia e Irlanda o veredicto dos mercados reflectiu profundos e facilmente identificáveis problemas económicos. A crise portuguesa é bastante diferente; não houve uma genuína crise subjacente. As instituições e políticas económicas em Portugal que alguns analistas financeiros vêem como potencialmente desesperadas tinham alcançado notável sucesso antes desta nação ibérica de dez milhões ser sujeita às sucessivas ondas de ataque dos mercados de obrigações.

O contágio dos mercados e redução de notação, que começaram quando a magnitude das dificuldades da Grécia emergiu no início de 2010, transformaram-se numa profecia que se cumpriu a si própria: ao aumentar os custos da dívida portuguesa para níveis insustentáveis, as agências de rating forçaram Portugal a procurar o resgate. O resgate deu poder aos ‘salvadores’ de Portugal a pressionarem por impopulares políticas de austeridade que afectaram empréstimos de estudantes, pensões de reforma, subsídios sociais e salários públicos de todos os tipos.

A crise não é culpa do que Portugal fez. A sua dívida acumulada está bem abaixo do nível de nações como a Itália que não foi sujeita a tão devastadoras avaliações. O seu défice orçamental é mais baixo do que muitos outros países europeus e estava a diminuir rapidamente graças aos esforços governamentais.

E quanto às perspectivas de crescimento do país, que os analistas convencionalmente assumem serem sombrias? No primeiro quarto de 2010, antes dos mercados empurrarem as taxas de juro nas obrigações portuguesas para os limites, o país tinha uma das melhores taxas de recuperação económica na União Europeia. Numa série de reformas — encomendas industriais, inovação empresarial, realização educacional, e crescimento das exportações — Portugal igualou ou mesmo ultrapassou os seus vizinhos do Sul e até da Europa Ocidental.

Por que razão, então, foi tão desclassificada a dívida portuguesa e a sua economia empurrada para o limite? Há duas possíveis explicações. Uma é o cepticismo ideológico em torno do seu modelo económico misto, que suportava empréstimos às pequenas empresas, em conjunto com algumas grandes companhias públicas e um robusto estado-providência. Os mercados fundamentalistas detestam intervenções de estilo keynesiano em áreas da política interna portuguesa — que evitavam uma bolha e preservavam a disponibilização de rendas urbanas baixas — quanto a assistência aos pobres.

A falta de perspectiva histórica é outra explicação. O nível de vida dos portugueses cresceu muito nos 25 anos que se seguiram à revolução democrática de Abril de 1974. Nos anos 90 a produtividade laboral cresceu rapidamente, as empresas privadas aprofundaram o investimento com a ajuda do governo, e partidos tanto de centro-direita como de centro-esquerda apoiaram o aumento da despesa social. Por altura do fim do século o país tinha uma das taxas de desemprego mais baixas da Europa.

Em justiça, o optimismo dos anos 90 deu origem a desequilíbrios financeiros e ao gasto excessivo; os cépticos quanto à saúde da economia portuguesa apontam para a sua relativa estagnação entre 2000 e 2006. Apesar disso, no início da crise financeira global em 2007, a economia estava de novo a crescer e o desemprego a descer. A recessão acabou com essa recuperação, mas o crescimento retomou-se no segundo quarto de 2009, mais cedo do que noutros países.

Não se podem culpar as políticas domésticas. O primeiro-ministro José Sócrates e o governo socialista mexeram-se para cortar no défice enquanto promoviam a competitividade e controlavam a despesa pública; a oposição insistia que podia fazer melhor e forçou o senhor Sócrates a demitir-se este mês, preparando o palco para novas eleições em Junho. Isto é normal em política, não um sinal de confusão ou incompetência como alguns críticos de Portugal acenaram.

Podia a Europa ter evitado este resgate? O Banco Central Europeu podia ter comprado de forma agressiva as obrigações de Portugal e protegido o país do pânico mais recente. Regulação da União Europeia e dos Estados Unidos sobre o processo utilizado pelas agências de rating para avaliar a fiabilidade de crédito da dívida de um país é essencial. Distorcendo as percepções dos mercados sobre a estabilidade portuguesa, as agências de rating — cujo papel em fomentar a crise hipotecária nos Estados Unidos está amplamente documentado — armadilharam tanto a sua recuperação económica como a sua liberdade política.

No destino de Portugal reside um claro aviso para os outros países, os Estados Unidos incluídos. A revolução portuguesa de 1974 inaugurou uma onda de democratização que varreu o globo. É bem possível que 2011 possa marcar o começo de uma onda de invasão da democracia por mercados desregulados, com Espanha, Itália ou Bélgica como próximas vítimas potenciais.

Os americanos não iriam gostar muito se instituições internacionais tentassem dizer a Nova Iorque, ou a outra qualquer cidade americana, para abandonar as suas leis de controlo de rendas. Mas é este precisamente o tipo de interferência que agora acontece em Portugal — tal como aconteceu na Grécia ou Irlanda, apesar desses países terem maiores responsabilidades no seu destino.

Apenas governos eleitos e os seus líderes podem assegurar que esta crise não acaba por minar os processos democráticos. Até agora parecem ter deixado tudo nas mãos da imprevisibilidade dos mercados de obrigações e das agências de rating.»

Por Robert M. Fishman, professor de Sociologia da Universidade de Notre Dame

Professor Carlin e o 'freak show'

4.19m de pura sabedoria deste grande senhor chamado George Carlin. Enjoy !! 

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Simply the best

Tenho saudades de ouvir boa música. Talvez seja um pouco céptico em relação ás bandas actuais, mas a verdade é que existem poucas e o pior de tudo é que mesmo as boas não chegam aos calcanhares dos colossos lendários.
Refiro-me aos Gun's & Roses, Led Zeppelin, The Who, Queen, Nirvana, U2, The Police, Pink Floyd, até as Spice Girls e os Backstreet Boys.
Existem bandas actuais com muita qualidade musical, mas sei lá falta-lhes qualquer coisa, como o nosso querido José Trocaste.
Ás vezes sinto que fiquei preso até ao ano 2000 em termos musicais, lá vai aparecendo uma banda ou outra que me cativa, mas perco o interesse rapidamente. Desculpem o desabafo, nem todos conseguem criar um masterpiece como a bela trilha 'Bohemian Rhapsody' dos Queen,é com ela que vos massajo os ouvidos.

Trailer do dia (4) - Woody Allen's Midnight in Paris

Eça de Queiroz - o visionário


terça-feira, 12 de abril de 2011

Katrina Bowden





Esta menina loirinha já tem uma lista extensa de participações em filmes. Chegou até a participar na tão (um dia) famosa série Betty Feia, bem como na 30 Rock. Participou ainda em diversos vídeos musicais, como o After Hours dos We Are Scientists ou o Dance Dance dos Fall Out Boy. Mas não foi isso que a tornou conhecida... Nem sequer é esse o motivo que faz com que ela marque presença no nosso blog...
Aos 22 anos, a Katrina é eleita a mulher mais sexy do mundo pela revista Esquire, na qual é feita um editorial com as fotos acima (e não só). Ganhou a uma lista de 63 mulheres, das quais constavam Kim Kardashian (e o seu gentil rabiosque!) e Megan Fox.
Concordam com esta escolha?

Trailer do dia (3) - How to Live Forever

Esta é para o J.

Trailer do dia (2) - Everything Must Go

segunda-feira, 11 de abril de 2011

José Castelo Branco e a sua nova aventura musical (com video)



Não digo que seja uma desilusão mas é uma grande surpresa




"Aceitei o convite que me foi dirigido pelo Dr. Pedro Passos Coelho para ser candidato a deputado,com o estatuto de independente, para cabeça de lista por Lisboa e ainda para a minha indigitação como candidato a Presidente da Assembleia da República.
Foi uma decisão muito difícil.
Fi-lo depois de prolongada reflexão e ponderando com profundidade e seriedade todos os interesses atendíveis.
Depois da minha Candidatura Presidencial e da caminhada que comigo fizeram milhares de Portugueses, muitos desiludidos com a política e sequiosos de encontrar uma alternativa de Cidadania, não foi simples nem óbvio para mim encontrar a resposta justa e assertiva ao desejo que o Dr. Pedro Passos Coelho me colocou.
O País vive uma situação dramática, os tempos que nos aguardam são espinhosos e duros, estamos carecidos de rumo e é preciso encontrar plataformas de entendimento que nos permitam abrir os caminhos do futuro.
Não há mais tempo a perder. Não há mais tempo para esperar que os problemas se resolvam por si.
Eu acredito, e disso dei conta aos Portugueses, que todos temos o dever de participar.
O facto de termos o direito de sermos independentes não nos livra da responsabilidade de contribuir para o futuro colectivo.
Não era meu propósito ser deputado, e disso de resto dei público conhecimento em recente entrevista a um Semanário. Não era essa a via pela qual acreditava poder continuar a missão que me propusera.
Mas o projecto que me foi apresentado pelo Dr. Pedro Passos Coelho é bem mais amplo, para além de que preserva a minha autonomia e independência.
Pela primeira vez na história da Democracia Portuguesa, um Cidadão Independente, sem vínculo partidário, poderá contribuir, com a sua intervenção, na gestão da política, num lugar de tão grande relevância como é a Presidência do Parlamento.
Isso terá óbvias consequências no entendimento e credibilização da acção política, bem como será, espero, um estímulo para uma participação mais activa dos Cidadãos na vida política do País.
Tentarei com empenhamento total contribuir para a reconciliação dos cidadãos com a prática política, para que diminua a abstenção, e para que os Cidadãos voltem a acreditar que existe esperança, porque são possíveis práticas politicas alternativas.    
Acredito nas intenções do Dr. Passos Coelho e revejo-me em muitos dos argumentos que me apresentou e no modelo que, em conjunto, idealizámos como uma via para ajudar a desbloquear o nosso sistema político que hoje está desfasado do País e da vida dos Portugueses.
Sei que poderei ser alvo de muitas incompreensões, de outras tantas críticas e até do desprezo de muitos, mas o que me determinou foi a convicção de que poderei servir o meu País e ser útil a Portugal.
Sou antes de mais um homem de acção e um patriota.
Serei um Presidente da Assembleia da República escrupulosamente respeitador das instituições e do Estado mas não renegarei nunca as minhas convicções, a minha vocação de humanista, e os valores e desígnios da Cidadania.
Acredito que, com trabalho e diálogo permanente com os grupos parlamentares, é possível reforçar a confiança dos Portugueses no seu Parlamento e estabelecer novas formas de relação com a sociedade civil.
Estou já a preparar um programa que submeterei aos futuros líderes parlamentares para gerar mais consensos, para reforçar o regime e a Democracia, para abrir novas oportunidades de auscultação e diálogo com os Cidadãos.
Terei uma intervenção activa, transparente e mobilizadora. Tudo farei para que o exemplo restitua a esperança e a esperança constitua um factor de unidade em torno da reconstrução de Portugal.
Não há nenhum compromisso que valha o papel em que foi escrito se esquecer o Povo como principal protagonista do esforço de desenvolvimento de Portugal.
Acredito que, mesmo quando os tempos parecem adversos e o caminho sem saída, os nossos problemas podem ser ultrapassados.
O que Portugal precisa é que se forme um sentimento de Justiça e Solidariedade para todos.
Independentemente das suas crenças e opções.
O que realmente necessitamos é que pessoas com opiniões diferentes se juntem, com respeito mútuo, para cooperar nas soluções dos nossos problemas.
Portugal e a Democracia não têm tempo a perder. Por isso aceitei este desafio. Mais uma vez com espírito de missão e de consciência tranquila, porque sinto que é hoje e não amanhã que devo servir o meu País.
Conto com todos os que comigo se têm genuinamente batido pela defesa dos direitos civis e sociais e por uma Cidadania activa que apresente soluções concretas para os problemas urgentes da nossa sociedade.
Esta não é a hora de estar calado e acomodado.
Nunca Portugal necessitou tanto que todos os Cidadãos assumam as suas responsabilidades e façam ouvir a sua voz.
Se todos nascemos livres e iguais em dignidade e direitos, não há tempo melhor que este para exercermos com determinação e responsabilidade os nossos deveres.
Foi a pensar nos que não têm voz e no futuro das novas gerações que tomei esta decisão.

Lisboa  10 de Abril 2011

Fernando Nobre"